EDITORA
RT: mais de 90 anos de estímulo à difusão do conhecimento jurídico
Dentro
do mesmo espírito que consolidou a Revista dos Tribunais como uma das
publicações mais respeitadas do País – são mais de 800 volumes editados
ininterruptamente desde 1912 –, a Editora RT ultrapassou os 90 anos como
um dos principais centros difusores de debate e atualização do pensamento
jurídico nacional.
Tempos românticos
A
Revista dos Tribunais foi lançada em 1912, pelo advogado e jornalista Plínio
Barreto como uma extensão do antigo informe jurídico Crônicas Forenses. Desde
o início, a publicação ocupou uma posição de destaque na imprensa especializada
do setor.
A
iniciativa alcançou êxito imediato porque, na época, as obras científicas eram
uma novidade: o País era uma vastidão de terras inexploradas e as poucas bibliotecas
se restringiam às capitais. A maioria dos livros então editados era de
romances, contos e poesia.
Outro
fator responsável pela rápida consolidação da Revista foi o seu papel
difusor de jurisprudência no País: antes da RT, o conhecimento
permanecia represado no âmbito dos tribunais. Era importante disseminar a
cultura jurídica no País, mas os recursos de custeio eram escassos.
Já
em 1921, um balanço sobre a produção editorial, publicado no jornal O Estado
de São Paulo, citava a Editora Revista dos Tribunais como uma das 15
mais expressivas casas editoriais brasileiras, líder na publicação de livros
jurídicos, tendo à frente de seus negócios o já famoso periódico.
Em
1927, os advogados Nelson Travassos e Noé Azevedo – que sucederam a Plínio
Barreto – incorporaram uma tipografia ao negócio e fundam, assim, a Empresa
Gráfica Revista dos Tribunais. Às vésperas da II Guerra Mundial, o parque
gráfico sofreu grande expansão, abrindo as portas para a impressão de obras de
outras editoras, cujo movimento seria suficiente para subsidiar a publicação da
Revista.
Durante
muitos anos, a Empresa Gráfica Revista dos Tribunais foi considerada a maior
gráfica brasileira, responsável por 60% da produção de livros no País, tendo
seu nome intimamente ligado à fase pioneira do livro no Brasil.
Em
1955, a
empresa assumiu os primeiros contornos do seu perfil atual, desviando o foco da
área gráfica para a área editorial. Os compromissos com o conhecimento e a
ética e a difusão da ciência jurídica permaneceram inalterados durante a gestão
de Carlos Henrique de Carvalho e continuam, sob a atual direção de Carlos
Henrique de Carvalho Filho, sempre em sintonia com a evolução política,
econômica e social do País.
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